• Estudo, planejamento, projeto e especificação.
• Assistência, assessoria e consultoria.
• Direção de obra e serviço técnico. Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico.
• Desempenho de cargo e função técnica.
• Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica e extensão.
• Elaboração de orçamento.
• Padronização, mensuração e controle de qualidade.
• Execução de obra e serviço técnico.
• Fiscalização de obra e serviço técnico.
• Produção técnica e especializada.
• Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção.
• Execução de instalação, montagem e reparo.
• Operação e manutenção de equipamento e instalação.
• Execução de desenho técnico.
Contudo, há uma grande lacuna entre teoria, crítica e prática da arquitetura contemporânea brasileira. O mercado competitivo, a saturação da área e a desvalorização do profissional tem tornado essa atividade cada vez mais comercial, ficando esquecida a sua função social e cultural, como sugere Mahfuz (2003): a partir do verdadeiro início da globalização, acontecida no segundo pós-guerra, e culminando em anos recentes, o mercado se tornou o valor máximo em quase todas as atividades humanas ... A arquitetura não ficou imune a isso; sua progressiva transformação de uma atividade predominantemente cultural em algo melhor localizado na área de prestação de serviços é notável e se caracteriza pelo seguinte: a obra de arquitetura passou a ser vista e projetada como objeto de consumo, especialmente no que se refere à sua aparência externa, agora vinculada a modas e tendências, que mudam rapidamente ao sabor das preferências do mercado consumidor.
Paralelamente observa-se o real crescimento descontrolado das cidades com ausência de políticas públicas, aumento de assentamentos clandestinos e da especulação imobiliária de maciços construídos com grande desperdício de energia e materiais, mão de obra desqualificada e baixa qualidade arquitetônica, oferecida à sociedade por altos valores monetários. A demanda do mercado, o fator tempo e sua alta exigência de lucratividade e produtividade não respondem às questões de funcionalidade, qualidade e sustentabilidade desses espaços construídos.
A tarefa de um estudo arquitetônico, portanto, é não somente um diagnóstico das funções individuais, mas também o controle consciente dos horizontes nos quais as funções se refletem.
(Mukarovsky, 1978 citado por Mahfuz, 1995)
O projeto de arquitetura enfrenta esse cenário e seus propósitos precisam agregar esses valores. Em um artigo, Heickel (2005) aponta que para tanto, é necessária a verificação de mudanças profundas nos mecanismos de projeto, o que está diretamente relacionado com o ensino de arquitetura. Colocar a discussão no âmbito acadêmico, que é o meio preparador do fazer arquitetônico, é a maneira de estabelecer novos parâmetros para a prática da arquitetura.
Verificamos que as dificuldades encontradas por esse setor vêm se arrastando por um longo período, culminando com a atual discussão sobre os futuros rumos da arquitetura brasileira, dos seus produtos, sua prática, seu ensino e formação profissional. Nota-se que o projeto arquitetônico está sempre no centro das discussões devido ao seu grau de importância, de geração de impactos positivos ou negativos de diversas naturezas (ambiental, financeira, técnica, social), do ato de criação e se suas respostas são viáveis, exeqüíveis e que atendam às necessidades dos clientes.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA (ASBEA). Manual de contratação de serviços de arquitetura. São Paulo: Pini, 2000.
HICKEL, D.K. A (in) sustentabilidade na arquitetura. Revista Vitruvio, nº 064.06, ano 06, 2005.
Disponível em http://www.vitruvio.com.br. Acesso em Abr. 2010.
MAHFUZ, E.C. Ensaio sobre a razão compositiva. Viçosa: UFV, Impr. Univ.; Belo Horizonte: AP Cultural, 1995.
Verificamos que as dificuldades encontradas por esse setor vêm se arrastando por um longo período, culminando com a atual discussão sobre os futuros rumos da arquitetura brasileira, dos seus produtos, sua prática, seu ensino e formação profissional. Nota-se que o projeto arquitetônico está sempre no centro das discussões devido ao seu grau de importância, de geração de impactos positivos ou negativos de diversas naturezas (ambiental, financeira, técnica, social), do ato de criação e se suas respostas são viáveis, exeqüíveis e que atendam às necessidades dos clientes.
Daniela Werneck
Arquiteta e Urbanista
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA (ASBEA). Manual de contratação de serviços de arquitetura. São Paulo: Pini, 2000.
HICKEL, D.K. A (in) sustentabilidade na arquitetura. Revista Vitruvio, nº 064.06, ano 06, 2005.
Disponível em http://www.vitruvio.com.br. Acesso em Abr. 2010.
MAHFUZ, E.C. Ensaio sobre a razão compositiva. Viçosa: UFV, Impr. Univ.; Belo Horizonte: AP Cultural, 1995.
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