Vamos ver o que muda com essa aprovação. Confira a matéria no link abaixo.
http://www.arcoweb.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5316&Itemid=1
Daniela Werneck - Arquiteta e Urbanista
Arquitetura + Urbanismo + Design
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Resíduos da Construção Civil: Resolução CONAMA nº 307/02
Por Daniela Werneck
A Resolução Conama nº 307/02 estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil, disciplinando as ações necessárias de forma a minimizar os impactos ambientais, considerando que os geradores dos resíduos são responsáveis pelos seus resíduos. Esta resolução classifica os resíduos da construção civil em Classe A, Classe B, Classe C e Classe D e determina que os geradores deverão ter como objetivo prioritário a não geração de resíduos e, secundariamente, a redução, a reutilização, a reciclagem e a destinação final.
-Classe A: são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como: componentes provenientes de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e obras de infra-estrutura; solos provenientes de terraplanagem; componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento), argamassa, concreto; componentes de processo de fabricação e ou demolição de peças pré-moldadas em concreto produzidas no canteiro de obra.
-Classe B: são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel, papelão, metais (chapa metálica, pregos, arame), vidros, madeira.
-Classe C: são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação, tais como: gesso.
-Classe D: são os resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como: tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, intalações industriais e outros. Inclui-se também materiais que contém amianto.
Quanto à gestão dos resíduos, instrumentaliza o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, a ser elaborado pelos Municípios e pelo Distrito Federal, onde deverão constar as diretrizes técnicas e procedimentos para o Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil e para os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil a serem elaborados pelos grandes geradores que terão como objetivo estabelecer os procedimentos necessários para o manejo e destinação ambientalmente adequados dos resíduos.
Não podemos esquecer que a indústria da construção tem um significativo papel na nossa economia e o grande desafio está no planejamento correto de suas ações e tecnologias de modo a garantir o desenvolvimento sustentável. Com a criação da Resolução Conama nº 307/02 que estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil, foi dado um passo em direção ao avanço desse setor.
Não podemos esquecer que a indústria da construção tem um significativo papel na nossa economia e o grande desafio está no planejamento correto de suas ações e tecnologias de modo a garantir o desenvolvimento sustentável. Com a criação da Resolução Conama nº 307/02 que estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil, foi dado um passo em direção ao avanço desse setor.
Caracterização da aplicação da Resolução Conama 307/02 em São José dos Campos - SP.
O município de São José dos Campos (SP) possui um programa que prevê um sistema para controle e disposição de resíduos da construção civil e resíduos volumosos abrangendo desde o munícipe até os grandes geradores com o objetivo de evitar despejos de entulho em áreas impróprias, direcionando para a reciclagem. A Gestão de Resíduos da Construção Civil acontece através dos seguintes instrumentos: PEVs, Sistema de Controle, Licenciamento e Recuperação de Áreas Degradadas e do Sistema Eletrônico de Controle de Resíduos da Construção Civil.
A iniciativa privada também atua nessa área através de uma usina de reciclagem de resíduos sólidos da construção e demolição e a posterior venda de agregados reciclados. Também há empresas que atuam na recilagem de materiais metálicos, vidros e papel.
Ponto de Entrega Voluntária
É uma área pública instalada em local adequado para receber resíduos específicos em pequenas quantidades (até 1m³, ou seja, o volume de uma carroça pequena, de um porta-malas de carro de passeio ou caçamba de um utilitário pequeno). Existem quatro PEVs na cidade que recebem restos de obras de construção (tábuas, tijolos, telhas, tubulações, pisos), móveis e equipamentos domésticos (sofás, cadeiras, geladeiras), pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes inteiras, restos de poda e óleo de cozinha.
Sistema Eletrônico de Controle de Resíduos da Construção Civil
Esse sistema foi desenvolvido para facilitar o controle sobre o entulho gerado em São José dos Campos. Ele funciona por meio do cadastramento dos usuários e da geração de guias de transporte e ajudará a conhecer se o entulho está sendo levado para os locais apropriados, de forma que haja controle na manutenção da cidade limpa. O sistema é utilizado pelos seguintes agentes:
-Transportadores: categoria dos que trabalham com transporte de entulho.
- O grande gerador: categoria dos que produzem mais de um metro cúbico de entulho e, por isso, usam o serviço de um transportador.
-O pequeno gerador: é a categoria dos que produzem menos de um metro cúbico de entulho e usam o serviço dos PEVs.
-O destino final: categoria dos que trabalham com triagem e reciclagem de entulho ou tem uma área para aterro.
São José dos Campos teve seu processo de industrialização impulsionado a partir da década de 50 com empresas de alta tecnologia trazendo nos anos seguintes um grande crescimento populacional desencadeando um aumento do processo de urbanização, apresentando atualmente 594.948 habitantes segundo dados do IBGE – 2007. Por essa razão, as políticas públicas precisam ser eficientes, pois os problemas como o déficit habitacional, poluição, assentamentos ilegais e especulação imobiliária contribuem para a grande geração de lixo.
A cidade tem boas iniciativas e foi uma das primeiras no Brasil (desde 1995) a implementar um Sistema de Gestão de Resíduos da Construção Civil. Porém, a desinformação da população, a falta de divulgação dos resultados dos programas e o baixo incentivo aos agentes privados quanto a redução da geração de resíduos, reutilização e à reciclagem são fatores que tornam todo o processo mais lento e menos eficiente.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Vidros de Murano, Itália
Por Daniela Werneck
Fotos: Daniela Werneck
A ilha de Murano, ao norte de Veneza, é bastante conhecida pela tradição na fabricação de vidros, com renome mundial pela beleza artística e qualidade dos produtos. A história do surgimento do vidro é remota e chegou à Europa através do Império Romano que trouxe do Egito artesãos que conheciam a técnica.
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| Chegada à Murado em um vaporetto. |
Em Veneza, a arte do vidro é um grande orgulho e já foi uma das principais atividades econômicas da cidade, tanto que para guardar os segredos dessa arte, no século XIII, as fábricas foram para a ilha de Murano onde a entrada e saída dos artesãos eram vigiadas na tentativa de manter o segredo comercial. Enquanto essas fábricas ficaram restritas às peças de fabricação artística e manual, a indústria do vidro em outros lugares avançou em tecnologia trazendo o vidro plano para vários setores da vida contemporânea.
Atualmente as fábricas estão abertas aos turistas que poderão ver como são feitas as peças clássicas de vidro soprado e comprar seu exemplar nas diversas lojas da pitoresca ilha por preços razoáveis. Encontram-se vasos, adornos, lustres, taças e jóias belíssimas mas, há também lojas vendendo peças grosseiras e de má qualidade.
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| Casarões preservados. |
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| Monumento executado pelos artistas locais. |
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| Exemplar de um pendente. |
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| Vaso para decoração. |
As fotos a seguir foram retiradas da internet:
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| Fonte: http://www.salviati.com/ |
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| http://www.salviati.com/ |
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| Fonte: http://www.idealuceonline.it/ |
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| Fonte: http://www.salviati.com/ |
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| Fonte: http://www.salviati.com/ |
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Ensaio volumétrico para projeto residencial
domingo, 15 de agosto de 2010
Brasília: 50 anos
Visitei a nossa capital logo depois que completou 50 anos. Fiquei admirada com a elegância da arquitetura do plano piloto, o traçado urbano, o povo e os contrastes. As linhas arquitetônicas são modernas, singulares mas a conservação de alguns prédios deixa a desejar. Aparelhos de ar condicionado saltam a vista ao longo dos ministérios e atravessar a avenida para visitar o conjunto do congresso foi uma aventura.
Vejam algumas fotos.
Vejam algumas fotos.
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| O Congresso Nacional. |
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| Esse céu realça a grande arquitetura de Niemeyer. |
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| Interior da bela Catedral Metropolitana de Brasília |
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| Teatro Nacional: painel de Athos Bulcão |
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| Memorial JK |
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| Torre de TV |
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| Subindo a torre: falta de manutenção, vandalismo ... |
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| Mas ver Brasília lá de cima ... |
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| Vista dos Ministérios, e a feira de artesanato. |
Prática da Profissão Arquiteto e Urbanista
• Estudo, planejamento, projeto e especificação.
• Assistência, assessoria e consultoria.
• Direção de obra e serviço técnico. Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico.
• Desempenho de cargo e função técnica.
• Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica e extensão.
• Elaboração de orçamento.
• Padronização, mensuração e controle de qualidade.
• Execução de obra e serviço técnico.
• Fiscalização de obra e serviço técnico.
• Produção técnica e especializada.
• Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção.
• Execução de instalação, montagem e reparo.
• Operação e manutenção de equipamento e instalação.
• Execução de desenho técnico.
Contudo, há uma grande lacuna entre teoria, crítica e prática da arquitetura contemporânea brasileira. O mercado competitivo, a saturação da área e a desvalorização do profissional tem tornado essa atividade cada vez mais comercial, ficando esquecida a sua função social e cultural, como sugere Mahfuz (2003): a partir do verdadeiro início da globalização, acontecida no segundo pós-guerra, e culminando em anos recentes, o mercado se tornou o valor máximo em quase todas as atividades humanas ... A arquitetura não ficou imune a isso; sua progressiva transformação de uma atividade predominantemente cultural em algo melhor localizado na área de prestação de serviços é notável e se caracteriza pelo seguinte: a obra de arquitetura passou a ser vista e projetada como objeto de consumo, especialmente no que se refere à sua aparência externa, agora vinculada a modas e tendências, que mudam rapidamente ao sabor das preferências do mercado consumidor.
Paralelamente observa-se o real crescimento descontrolado das cidades com ausência de políticas públicas, aumento de assentamentos clandestinos e da especulação imobiliária de maciços construídos com grande desperdício de energia e materiais, mão de obra desqualificada e baixa qualidade arquitetônica, oferecida à sociedade por altos valores monetários. A demanda do mercado, o fator tempo e sua alta exigência de lucratividade e produtividade não respondem às questões de funcionalidade, qualidade e sustentabilidade desses espaços construídos.
A tarefa de um estudo arquitetônico, portanto, é não somente um diagnóstico das funções individuais, mas também o controle consciente dos horizontes nos quais as funções se refletem.
(Mukarovsky, 1978 citado por Mahfuz, 1995)
O projeto de arquitetura enfrenta esse cenário e seus propósitos precisam agregar esses valores. Em um artigo, Heickel (2005) aponta que para tanto, é necessária a verificação de mudanças profundas nos mecanismos de projeto, o que está diretamente relacionado com o ensino de arquitetura. Colocar a discussão no âmbito acadêmico, que é o meio preparador do fazer arquitetônico, é a maneira de estabelecer novos parâmetros para a prática da arquitetura.
Verificamos que as dificuldades encontradas por esse setor vêm se arrastando por um longo período, culminando com a atual discussão sobre os futuros rumos da arquitetura brasileira, dos seus produtos, sua prática, seu ensino e formação profissional. Nota-se que o projeto arquitetônico está sempre no centro das discussões devido ao seu grau de importância, de geração de impactos positivos ou negativos de diversas naturezas (ambiental, financeira, técnica, social), do ato de criação e se suas respostas são viáveis, exeqüíveis e que atendam às necessidades dos clientes.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA (ASBEA). Manual de contratação de serviços de arquitetura. São Paulo: Pini, 2000.
HICKEL, D.K. A (in) sustentabilidade na arquitetura. Revista Vitruvio, nº 064.06, ano 06, 2005.
Disponível em http://www.vitruvio.com.br. Acesso em Abr. 2010.
MAHFUZ, E.C. Ensaio sobre a razão compositiva. Viçosa: UFV, Impr. Univ.; Belo Horizonte: AP Cultural, 1995.
Verificamos que as dificuldades encontradas por esse setor vêm se arrastando por um longo período, culminando com a atual discussão sobre os futuros rumos da arquitetura brasileira, dos seus produtos, sua prática, seu ensino e formação profissional. Nota-se que o projeto arquitetônico está sempre no centro das discussões devido ao seu grau de importância, de geração de impactos positivos ou negativos de diversas naturezas (ambiental, financeira, técnica, social), do ato de criação e se suas respostas são viáveis, exeqüíveis e que atendam às necessidades dos clientes.
Daniela Werneck
Arquiteta e Urbanista
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA (ASBEA). Manual de contratação de serviços de arquitetura. São Paulo: Pini, 2000.
HICKEL, D.K. A (in) sustentabilidade na arquitetura. Revista Vitruvio, nº 064.06, ano 06, 2005.
Disponível em http://www.vitruvio.com.br. Acesso em Abr. 2010.
MAHFUZ, E.C. Ensaio sobre a razão compositiva. Viçosa: UFV, Impr. Univ.; Belo Horizonte: AP Cultural, 1995.
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